Image
Image
Image

Encontro Internacional sobre a Cidade, o Corpo e o Som 

CAMINHADAS > TRAVESSIA < PERFORMANCES

CTP2022

Os contextos pandémico e pós-pandémico vêm impondo às cidades outras dinâmicas, outros sons, outros ecos, outros percursos, outros visitantes humanos e não humanos. Durante o confinamento, o encerramento de espaços teatrais e expositivos – bem como, durante o desconfinamento, as limitações para a sua utilização - têm tido consequências penosas nas programações artísticas e efeitos dramáticos nos quotidianos dos seus agentes (artistas, técnicos, programadores, curadores, etc.). Ao mesmo tempo, a desaceleração da vida da cidade (do trânsito, do ritmo nas ruas, do frenesim produtivo e de consumo, etc.) veio contribuir beneficamente para uma diminuição das emissões de CO2. Neste quadro, a cidade - mais concretamente as suas zonas públicas a céu aberto – surgem mais nitidamente como espaços de circulação e de interferência (ou de suspensão de interferência) entre pessoas. 

O que aprendemos com a experiência de confinamento e desconfinamento? Em primeiro lugar, que a cidade tem uma densidade flutuante, na medida em que as concentrações populacionais se esvaem quando nos encerramos em casa. Em segundo lugar, que o encontro com o outro (uma das prerrogativas da cidade) pode acontecer em outras escalas que não apenas a dimensão cultural. Em terceiro lugar, que o medo pode ser um sentimento público capaz de fazer implodir as próprias cidades, se não for transformado numa força para a vida.

Como é que, neste processo, os artistas se organizam e se constituem como agentes na cidade? Como é que a cidade passou a ser representada?  Que cidade é aquela que desejamos? Este congresso surge assim da necessidade de intensificar o diálogo entre a cidade e a arte, em particular as artes performativas. 

O simpósio é o culminar de dois anos de investigação consistente e consolidada no âmbito do projecto TEPe (Technologically Expanded Performance). Ao longo destes dois anos, desenvolvemos atividades com a comunidade com o intuito de promover um diálogo intercultural e transdisciplinar, e proporcionar o encontro com vivências urbanas variadas. Através das diferentes propostas de percursos pela cidade, mapeámos acontecimentos, hoje invisíveis, mas ainda assim presentes: desde “memórias soterradas” a “caminhadas sensoriais”, passando por registos íntimos de confinamento.

O simpósio visa partilhar as experiências realizadas com a contribuição de duas equipas: a portuguesa, em Lisboa, e a brasileira, em Fortaleza. Para além de apresentarmos as conclusões das pesquisas realizadas, lançamos esta chamada para apresentações, especialmente destinada a artistas e estudiosos de performance art, historiadores das cidades, antropólogos, urbanistas, geógrafos, estudiosos da escuta e do som e a todxs aquelxs a quem interessa pensar (e projectar) a vida na cidade.

Formatos de participação

 

= Performances públicas 

= Painéis de comunicações

= Sessões de posters

= Caminhadas

  

Temas

 

 - Escutar a Cidade.

Todas as cidades têm sons e cada cidade comporta diversos perfis sonoros. Quais os níveis de harmonia e os níveis de ruído, e quais os critérios de distinção entre uns e outros? Onde fica o silêncio nas cidades?

- Mapas urbanos.

Das caminhadas lúdicas às manifestações e “passeatas” de protesto, passando pelos cortejos celebratórios e pelas deambulações exploratórias. Sistemas de (re)mapeamento e de reconhecimento de espaços. A caminhada nas imediações de “estar perdido”.

- Corpo e rede urbana.

Histórias e processos de inscrição das redes urbanas nos corpos dos seus habitantes e vice-versa. Da Metropolis de Fritz Lang ao “falanstério” de Fourier, passando pelas performances em espaços públicos.

-  As camadas sensíveis da cidade.

Das micro-histórias das pessoas às experiências sensoriais escondidas (os cheiros da cidade, os paladares disponíveis, as texturas, as cores, a luz e os brilhos, etc.).

-  Performar cidade.

Das construções de maquetas às intervenções de arte urbana. Dançar (n)a cidade. Protagonistas e antagonistas citadinos. Equipamentos públicos de treino e de exercício físico.

- Cidadania e alterações climáticas.

Da história da cidadania aos desafios contemporâneos. Em que medida é urgente rever o contrato social de modo a introduzir uma cidadania não circunscrita aos direitos dos humanos, capaz de conciliar as cidades com o planeta?

Submissões

 

As propostas submetidas devem contribuir para aprofundar o entendimento da cidade como um tecido multidimensional que nos afeta e se deixa afetar. Assim, serão valorizadas as apresentações que explicitem propósitos de mudança positiva de experiência na cidade, especificando a que nível opera essa mudança e o que envolve.

Enviar sumário entre 400 e 500 palavras através da plataforma Easychair 

 

Deadlines/Datas 

 

Submissão de sumários das comunicações e propostas de performances : 20 de Outubro, 2021

Notificação de aceitação de artigos, posters e performances : 15 de Dezembro, 2021

Registo early-bird: 31 de Dezembro, 2021

Registo dos autores: 31 de Dezembro, 2021

Simpósio CAMINHADAS > TRAVESSIA < PERFORMANCES: 15 a 20 de Março, 2022

Local 

Convento de São Pedro de Alcântara, Lisboa

Comissão Científica

 

Beatriz Cantinho

Beatriz Cerbino

Cecília de Lima

Filippo Baraldi

Iñigo Sanchez

Joana Craveiro

João Carrilho 

Luís Ribeiro

Maria João Alves 

Paulo Caldas

Renata Araújo

Sérgio Bordalo e Sá

Thais Gonçalves

Comissão Organizadora

 

Daniel Tércio

Leonel Brum

Rui Filipe Antunes

Catarina Canelas

Michele Luceac

Sophie Coquelin

Apoios / Parcerias

Santa Casa da Misericórdia de Lisboa